Cérebro do Atleta: Leão do Tatame

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Nesta coluna quero aborda um assunto que atrapalha muitos atletas principalmente no período de pré- competição: a ansiedade. Todos sabemos do que se trata. É um estado emocional negativo caracterizado por nervosismo extremo, que se manifesta em uma série de sintomas fisiológico.

Existe um termo muito interessante usado no Jiu-jitsu que ouvi pela primeira vez em uma conversa com o professor e mestre Bruno Gobatto, proprietário e professor do Centro de Lutas de Barueri. Chama-se “Leão de Tatame”.

O Leão de Tatame é aquele aluno que se destaca, aquele atleta que demonstra superioridade diante dos outros nos treinamentos, mas que quando entra no octógono não consegue alcançar o rendimento esperado, trava, perde o foco.

Acompanhando o treinamento de atletas de MMA ou Jiu-jitsu, pude notar que eles são submetidos a uma carga muito grande de esforço físico, mas também mental, principalmente no período de pré-competição. O Leão de Tatame nada mais é do que vítima da ansiedade.

A pergunta que cabe a essas pessoas é: Como elas lidam (do ponto de vista emocional) com os desafios que surgem na vida, dentro e fora do tatame?

O cérebro de cada pessoa reage de maneira diferente diante de cada desafio, mas de qualquer forma, inconscientemente, ele vai reconhecer o ambiente onde sofreu algum tipo de desgaste emocional e sua manobra para enfrentar essa situação é um alerta contínuo (ansiedade), que faz com que ele tenha uma descarga desproporcional de adrenalina, altera seus batimentos cardíacos, provoca sudorese e outros sintomas — todos prejudiciais a um atleta de alto rendimento que tem como objetivo manter o foco e o cérebro funcionando com clareza na hora da luta.

Uma ferramenta muito eficiente para trabalhar esse sintoma e treinar o cérebro é o Biofeedback, um aparelho que monitora os batimentos cardíacos e a respiração, e permite que o psicólogo consiga determinar e trabalhar os gatilhos da ansiedade.

Aplicado e monitorado corretamente, o atleta aprende a controlar os batimentos cardíacos e a respiração, a superar o estado de abatimento e manter o foco, superando seus próprios limites de concentração e autocontrole, dentro e fora do tatame.

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Washinton Luis Pedrette é Psicólogo Clinico (CRP 06/122364), com pós-graduação em Neurociência Aplicada à Educação. Atua principalmente no desenvolvimento cognitivo de atletas de alto rendimento. 

Contato email: pedrettepsi@gmail.com

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